No Mar

No Mar
Andreas Trepte

No Mar

Todos os anos, milhares de aves marinhas passam ao largo de Sagres, algumas em viagens épicas de pólo a pólo. Para testemunhar parte dessa odisseia basta ir até ao Cabo de S. Vicente, mas para ver algumas espécies terá mesmo de fazer-se ao mar.

Espécies que se vêem a partir do Cabo de S. Vicente

As mais frequentes

Em outubro, numa hora chegam a passar milhares de alcatrazes Morus bassanus pelo Cabo de S. Vicente. Também a cagarra Calonectris borealis, a pardela-balear Puffinus mauretanicus, a gaivota-d’asa-escura Larus fuscus e o alcaide Catharacta skua são facilmente avistados a partir deste local.

Presenças regulares

No início do outono, a pardela-preta Ardenna grisea, é regularmente avistada na sua viagem rumo à região da Terra do Fogo, onde vai reproduzir-se. Também a gaivota-de-audouin Larus audouinnii e o moleiro-do-ártico Stercorarius pomarinus são vistos todos os anos: acabada a sua época de reprodução, rumam a sul para passar o inverno. No caso do moleiro-do-ártico, Sagres é ponto de passagem numa viagem épica, dos mares do Ártico até ao Atlântico Sul.

 

Espécies que exigem uma ida ao mar

Para ver algumas das aves marinhas que por aqui passam, o melhor é fazer-se ao mar. No outono, as almas-de-mestre Hydrobates pelagicus podem ser vistas ao largo de Sagres, baloiçando nas ondas enquanto esperam pelo vento certo ou, quando ele sopra, voando rumo aos mares do sul.

A pardela-de-barrete Ardenna gravis e o casquilho Oceanites oceanicus são também bastante abundantes na região, especialmente em agosto e setembro. No outono, rumam ao Atlântico Sul para nidificar.

Vistas raras

Raridades como a gaivota-de-sabine Xema sabini ou o moleiro-rabilongo Stercorarius longicaudus foram já avistadas na região.

 

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