Passeriformes

Uma das mais fascinantes, no entanto algo subestimada, parte do fenómeno migratório é a migração de passeriformes. Milhões, literalmente milhões de aves passam pela península a maioria partindo após o ocaso. Estas aves concentram-se maioritariamente nos vales costeiros e zonas arbustivas abrigadas. Os passeriformes migradores que atingem Sagres podem ser divididos em dois grandes grupos: os migradores transarianos, e os dispersores invernantes, oriundos de populações mais a norte.

  • Migradores transarianos

Estas aves passam por Sagres maioritariamente em finais de agosto, setembro e princípios de outubro, em direção aos seus territórios de invernada na África tropical, onde a estação das chuvas terminou entretanto. A maioria destas aves é insetívora, e migra para tirar partido do boom de insetos que acontece a seguir às chuvas. As espécies mais abundantes aparentam ser a felosa-musical Phylloscopus trochilus, o papa-moscas Ficedula hypoleuca, o chasco-cinzento Oenanthe oenanthe e a alvéola-amarela Motacilla flava. Estas são seguidas em número de indivíduos pelo taralhão-cinzento Muscicapa striata, o rabirruivo-de-testa-branca Phoenicurus phoenicurus, o cartaxo-nortenho Saxicola rubetra, e a petinha-das-árvores Anthus triviallis. Mas muitas outras espécies ocorrem na área. Aves mais escassas como a felosa-de-papo-branco Phylloscopus bonelii, o pisco-de-peito-azul Luscinia svecica ou a sombria Emberiza hortulana são algumas das espécies que podem passar despercebidas com facilidade. Raridades como a petinha-de-garganta-ruiva Anthus cervinus ou o rabirruivo-mourisco Phoenicurus moussieri foram já encontradas.

  • Dispersores e invernantes

A partir de outubro, e especialmente na segunda metade do mês e ao longo de novembro, altura em que a maioria dos migradores trasnsarianos se encontra já em latitudes mais meridionais, o elenco de passeriformes na península torna-se substancialmente diferente. Populações de espécies comuns mais a norte, afastando-se da escassez de alimento que o inverno rigoroso das latitudes elevadas impõe, movimentam-se para sul em busca de territórios de alimentação mais ricos, e chegam a Sagres em grande número. No caso de algumas espécies, este contingente invernante reforça as populações residentes. Estas aves são maioritariamente fringilídeos, tordos e trigueirões. As espécies mais comuns são a alvéola-branca Motacilla alba, a petinha-dos-prados Anthus pratensis, o pisco-de-peito-ruivo Erithacus rubecula, a toutinegra-de-barrete-preto Sylvia atricapilla, o tordo-pinto Turdus philomelos, o tentilhão Fringilla coelebs, o pintassilgo Carduellis carduellis e o trigueirão Emberiza calandra. Algumas aves mais escassas presentes que efetuam movimentos semelhantes são a petinha-de-richard Anthus richardi, o melro-de-colar Turdus torquatus e a ferreirinha-alpina Prunella collaris.

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